CNH Provisória – Mitos e Verdades
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Em janeiro de 2009 entrou em vigor a nova lei obrigando os novos condutores que fizeram o curso para primeira habilitação à partir de janeiro de 2009 a terem a PPD (Permissão para Dirigir), ou seja, uma CNH provisória. Durante um ano, este cidadão não poderá levar mais que 4 pontos (grave e gravíssima nem pensar).
Após um ano completo, o indivíduo possui até 30 dias para renovar a sua carta. Caso isso não ocorra e ele for pêgo em trânsito, terá a carteira cassada.
Em dezembro de 2008, foi aprovado na Câmara do Senado, um projeto de lei ministrado pelo sr. Aloizio Mercadante (PT-SP) que proíbe estes jovens “inexperientes” a trafegar em vias de grande velocidade, como rodovias e estradas. Felizmente, este projeto ridículo não foi aprovado, visto que as estatísticas contrariaram os estudos de Mercadante, aonde dizia-se que a maior parte dos acidentes era causado por jovens sem experiência à partir dos 20 anos. Grande parte dos acidentes são causados por motoristas há mais de 10 anos, quando obviamente, possuem mais auto-confiança e abusam da “sorte”.
Esta lei é ridícula. Só dificulta a vida dos brasileiros. Em outras palavras, a lei incita que os antigos motoristas podem cometer até 20 pontos de erros e sair por aí, “adoidados” e os novos motoristas, serão “santos”. Nem um, nem outro. Os motoristas “experientes” com até 20 pontos disponíveis, não necessariamente cometerão erros graves e oferecerão perigo à sociedade só porque possuem 20 pontos disponíveis. E nem os jovens com CNH provisória serão necessariamente “santos”, visto que, por exemplo, se o veículo em questão estiver em nome do pai do indivíduo, a multa aplicada em radar irá automaticamente para o mesmo, caso nada seja feito. E pior ainda, caso o veículo esteja em nome de parente ou amigo que não possua CNH ou a CNH esteja vencida, os pontos “somem”, isto é, aquele jovem “inexperiente” passa a ter ilimitados pontos disponíveis, prejudicando àqueles possuem veículo próprio e seguem à risca as regras (veículo comprado num país aonde o preço do mesmo é composto por até 42% de carga tributária).
Em outras palavras, ao invés desses deputados bem remunerados projetarem leis fúteis, deveriam reforçar a qualidade do ensino nessas auto escolas. E eu não me refiro ao “tempo” de ensino, que foi aumentado, como parte das mudanças.
Nada Relacionado.
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